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Ter dor de cabeça é normal? 

 
Dor é sinal de que algo no organismo não está bem. Por isso, vale ficar atento e evitar a automedicação

Quem nunca chegou ao fim de um dia atribulado com dor de cabeça que atire a primeira pedra. Dados divulgados pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN) demonstram que 93% da população em geral já apresentou pelo menos um episódio de cefaleia – nome técnico da dor de cabeça – em algum momento da vida. Mas é importante estar atento quando o sintoma é muito frequente e, sobretudo, quando a dor muda, não melhora ou retorna após o uso de medicamentos. Nestas situações, é importante procurar atendimento médico.

“As pessoas precisam saber que ter dor de cabeça não é normal”, alerta Lucianna da Fonte, assessora médica do Paulo Loureiro. Para se ter uma idéia, ainda segundo a ABN, 31% das pessoas que têm dor de cabeça frequente precisariam de tratamento médico, em virtude das incapacidades funcionais determinadas pela dor, a ponto de impedir atividades do dia a dia, como ir à faculdade ou ao trabalho.

A médica ressalta, ainda, que a mudança de padrão de uma cefaleia crônica pode representar um sinal de alarme, isto é, pode ser um indicativo de que existe um novo evento responsável pela modificação da dor apresentada. “A cefaleia, quando doença primária, como a enxaqueca, costuma ter características clínicas definidas. Quando a dor é diferente do padrão já conhecido, é preciso orientação específica de um profissional para o correto diagnóstico e tratamento”.

Essas mudanças de padrão indicadas por Lucianna podem ser o aumento na intensidade ou na frequência da dor; a presença de características específicas, como dor ao esforço – por exemplo, ao tossir ou evacuar –, ser despertado do sono pela dor; e o surgimento de outros sinais e sintomas associados, como vertigem, falta de coordenação dos movimentos e, até mesmo, febre, mal-estar, indisposição (prostração) e dor muscular, manifestações que podem estar relacionadas a doenças infecciosas, tais como sinusite, dengue e meningite. Nestes casos, somente uma avaliação médica poderá determinar se o quadro requer uma investigação complementar, como análises de sangue e do líquor e exames de imagem. Além disso, o médico poderá indicar medidas preventivas e tratamento direcionado a cada tipo de cefaleia.

Para aqueles que têm dor de cabeça com frequência, a neurologista dá algumas dicas. “Procurar ter hábitos de vida saudáveis, diminuir o consumo de substâncias que possam desencadear ou piorar a dor, como café e álcool, e evitar a automedicação são medidas fundamentais para a melhora da cefaleia crônica”, conclui a médica.

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Este material foi elaborado pelo Paulo Loureiro, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.
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